A palavra Motivação vem do Latim movere e significa mover. Há vários estudos e definições a respeito, bem como várias teorias. Uma definição de motivação pode ser compreendida como “a condição do organismo que influencia a direção (orientada para um objetivo) do comportamento”. A psicologia da motivação, por exemplo, tem por objetivo explicar por que o indivíduo se comporta da maneira como ele o faz.
Pode-se analisar a motivação sob duas perspectivas: impulso e atração, que são conceitos opostos entre si. Entender o processo motivacional como impulso implica em dizer que instintos e pulsões são os elementos que levam o indivíduo a ação. Como exemplo desse tipo de motivação, pode-se citar a fome: a necessidade de alimentar-se gera a busca da solução através do comer; Freud e Hull desenvolveram teorias da motivação sob esse conceito, porém isto não é o suficiente para determinar o que a pessoa vai comer (se arroz, feijão ou macarrão). Há outras forças que atuam no ambiente.
A motivação como atração é como uma força que puxa, que atrai. Isto pode ser exemplificado por um objetivo que está num estado futuro, como por exemplo no caso do aprendizado, onde o indivíduo já possui um determinado saber e está em busca de aprimorá-lo, ou desenvolvê-lo, ou ainda conhecer algo novo.
É possível ainda que tais perspectivas se complementem e ajudem a explicar a complexidade do comportamento humano, ou seja, impulso e atração podem explicar muitos dos motivos pelos quais o ser humano se comporta de um determinado jeito.
Há teorias sobre a motivação que afirmam que o ser humano busca o equilíbrio através da resolução de tensões internas, entre buscar situações positivas (prazer) e evitar situações negativas (dor). Essa busca por esse equilíbrio é caracterizado como hedonismo psicológico.
Outra teoria diferencia o estudo sobre a motivação entre motivação intrínseca (gerada por necessidades e motivos da pessoa) e extrínseca (gerada por processos de reforço e punição), porém isto não significa dizer que a motivação intrínseca seja sempre fruto da ação da pessoa nem que a extrínseca seja do ambiente, pois percebe-se que toda e qualquer pessoa se motiva através de uma interação com o meio em que vive, ou seja, está sob influência das condições do ambiente. Ou seja, esses dois tipos de motivação podem aparecer mesclados no comportamento humano, como no exemplo em que uma pessoa estuda um assunto que a interessa (motivação intrínseca) e consegue ainda uma boa nota em uma eventual avaliação acadêmica (motivação extrínseca: reforço).
Aproveitando esse mesmo exemplo, poderíamos supor que o assunto em estudo não fosse de interesse do indivíduo, porém devido condição imposta pelo ambiente (motivação extrínseca), pode-se eventualmente chegar ao mesmo resultado (boa nota).
Walter Longo nos suger:
Administrar com cenouras!
"Existem hoje duas grandes escolas de Administração na análise da motivação corporativa: uma escola que diz que o ideal é botar a cenoura na frente das pessoas, outra escola diz que o negócio é botar a cenoura atrás das pessoas. E essa decisão sobre a posição das cenouras é o que normalmente se discute em Gestão Empresarial." (WALTER LONGO)


12:30
Érico Guimarães Guglielmo

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