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Os 27 erros mais comuns na Língua Portuguesa

Erros gramaticais e ortográficos devem, por princípio, ser evitados. Alguns, no entanto, como ocorrem com maior frequência, merecem atenção redobrada. O primeiro capítulo deste manual inclui explicações mais completas a respeito de cada um deles.



Veja os 27 mais comuns do idioma e use esta relação como um roteiro para fugir deles (FILHO, 1992).

1. “Mal cheiro”, “mau-humorado”'. Mal opõe-se a bem e mau, a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mal-humorado (bem-humorado). Igualmente: mau humor, mal-intencionado, mau jeito, mal-estar.

2. “Fazem” cinco anos. Fazer, quando exprime tempo, é impessoal: Faz cinco anos. / Fazia dois séculos. / Fez 15 dias.

3. “Houveram” muitos acidentes. Haver, como existir, também é invariável: Houve muitos acidentes. / Havia muitas pessoas. / Deve haver muitos casos iguais.

4. “Existe” muitas esperanças. Existir, bastar, faltar, restar e sobrar admitem normalmente o plural: Existem muitas esperanças. / Bastariam dois dias. / Faltavam poucas peças. / Restaram alguns objetos. / Sobravam ideias.

5. Para “mim” fazer. Mim não faz, porque não pode ser sujeito. Assim: Para eu fazer, para eu dizer, para eu trazer.

6. Entre “eu” e você. Depois de preposição, usa-se mim ou ti: Entre mim e você. / Entre eles e ti.

7. “Há” dez anos “atrás”. Há e atrás indicam passado na frase. Use apenas há dez anos ou dez anos atrás.

8. “Entrar dentro”. O certo: entrar em. Veja outras redundâncias: Sair fora ou para fora, elo de ligação, monopólio exclusivo, já não há mais, ganhar grátis, viúva do falecido.

9. “Venda à prazo”. Não existe crase antes de palavra masculina, a menos que esteja subentendida a palavra moda: Salto à (moda de) Luís XV. Nos demais casos: A salvo, a bordo, a pé, a esmo, a cavalo, a caráter.

10. “Porque” você foi? Sempre que estiver clara ou implícita a palavra razão, use por que separado: Por que (razão) você foi? / Não sei por que (razão) ele faltou. / Explique por que razão você se atrasou. Porque é usado nas respostas: Ele se atrasou porque o trânsito estava congestionado.

11. Vai assistir “o” jogo hoje. Assistir como presenciar exige a: Vai assistir ao jogo, à missa, à sessão.  Outros verbos com a: A medida não agra-dou (desagradou) à população. / Eles obedeceram (desobedeceram) aos avisos. / Aspirava ao cargo de diretor. / Pagou ao amigo. / Respondeu à carta. / Sucedeu ao pai. / Visava aos estudantes.

12. Preferia ir “do que” ficar. Prefere-se sempre uma coisa a outra: Preferia ir a ficar. É preferível segue a mesma norma: É preferível lutar a morrer sem glória.

13. O resultado do jogo, não o abateu. Não se separa com vírgula o sujeito do predicado. Assim: O resultado do jogo não o abateu. Outro erro: O prefeito prometeu, novas denúncias. Não existe o sinal entre o predicado e o complemento: O prefeito prometeu novas denúncias.

14. Não há regra sem “excessão”. O certo é exceção. Veja outras grafias erradas e, entre parênteses, a forma correta: “paralizar” (paralisar), “beneficiente” (beneficente), “xuxu” (chuchu), “previlégio” (privilégio), “vultuoso” (vultoso), “cincoenta” (cinquenta), “zuar” (zoar), “frustado” (frustrado), “calcáreo” (calcário), “advinhar” (adivinhar), “benvindo” (bem-vindo), “ascenção” (ascensão), “pixar” (pichar), “impecilho” (empecilho), “envólucro” (invólucro).

15. Quebrou “o” óculos. Concordância no plural: os óculos, meus óculos. Da mesma forma: Meus parabéns, meus pêsames, seus ciúmes, nossas férias, felizes núpcias.

16. Comprei “ele” para você. Eu, tu, ele, nós, vós e eles não podem ser objeto direto. Assim: Comprei-o para você. Também: Deixe-os sair, mandou-nos entrar, viu-a, mandou-me.

17. Nunca “lhe” vi. Lhe substitui a ele, a eles, a você e a vocês e por isso não pode ser usado com objeto direto: Nunca o vi. / Não o convidei. / A mulher o deixou. / Ela o ama.

18. “Aluga-se” casas. O verbo concorda com o sujeito: Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados.

19. “Tratam-se” de. O verbo seguido de preposição não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.

20. Chegou “em” São Paulo. Verbos de movimento exigem a, e não em: Chegou a São Paulo. / Vai amanhã ao cinema. / Levou os filhos ao circo.

21. Atraso implicará “em” punição. Implicar é direto no sentido de acarretar, pressupor: Atraso implicará punição. / Promoção implica responsabilidade.

22. Vive “às custas” do pai. O certo: Vive à custa do pai. Use também em via de, e não “em vias de”: Espécie em via de extinção. / Trabalho em via de conclusão.

23. Todos somos “cidadões”. O plural de cidadão é cidadãos. Veja outros: caracteres (de caráter), juniores, seniores, escrivães, tabeliães, gângsteres.

24. O ingresso é “gratuíto”. A pronúncia correta é gratúito, assim como circúito, intúito e fortúito (o acento não existe e só indica a letra tônica). Da mesma forma: flúido, condôr, recórde, aváro, ibéro, pólipo.

25. A última “seção” de cinema. Seção significa divisão, repartição, e sessão equivale a tempo de uma reunião, função: Seção Eleitoral, Seção de Esportes, seção de brinquedos; sessão de cine-ma, sessão de pancadas, sessão do Congresso.

26. Vendeu “uma” grama de ouro. Grama, peso, é palavra masculina: um grama de ouro, vitamina C de dois gramas. Femininas, por exemplo, são a agravante, a atenuante, a alface, a cal, etc.

27. “Porisso”. Duas palavras, por isso, como de re-pente e a partir de.

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Avaliação da Redação - Os Cinco Pecados Capitais

Veja os equívocos apontados por organizadores de concursos e vestibulares como os mais cometidos pelos candidatos.


1) Ordenação das ideias

A falta de ordenação é um erro comum e indica, segundo os organizadores de vestibulares, que o candidato não tem o hábito de escrever. O texto fica sem encadeamento e, às vezes, incompreensível, partindo de uma ideia para outra sem critério, sem ligação.


2) Coerência e coesão


Em muitas redações, fica evidente a falta de coerência: o candidato apresenta um argumento para contradizê-lo mais adiante. Já a redundância denuncia outro erro bastante comum: falta de coesão. O candidato fica dando voltas num assunto, sem acrescentar dado novo. É típico de quem não tem informação suficiente para compor o texto.


3) Inadequação


A inadequação é um tipo de erro capaz de aparecer inclusive em redações corretas na gramática e ortografia e coerentes na estrutura. Nesse caso, os candidatos costumam fugir ao tema proposto, escolhendo outro argumento, com o qual tenham maior afinidade. O distanciamento do assunto pode custar pontos importantes na avaliação.


4) Estrutura dos parágrafos


Muitos dos candidatos têm demonstrado dificuldade em separar o texto em parágrafos. Sem a definição de uma ideia em cada parágrafo, a redação fica mal-estruturada. Um erro muito comum, nesse caso, é cortar a ideia em um parágrafo para concluí-la no seguinte. Ou, então, deixar o pensamento sem conclusão.


5) Estrutura das frases


Erros de concordância nos tempos verbais, fragmentação da frase, separando sujeito de predicado, utilização incorreta de verbos no gerúndio e particípio são algumas das falhas mais comuns nas redações. Esses erros comprometem a estrutura das frases e prejudicam a compreensão do texto.

Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/Redacao/Redacao4.php
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Esse ou Este - Esta ou Essa - Isto ou Isso

Esse ou Este? Esta ou Essa? Isto ou Isso?

Constantemente, quando lemos ou escrevemos, nos deparamos com uma dúvida: devo usar Esse ou Este? Esta ou Essa? Isto ou Isso?

“Esse” ou “este” são pronomes demonstrativos que têm formas variáveis de acordo com o número ou gênero. A definição de pronomes demonstrativos demonstra muito bem a função desses: são empregados para indicar a posição dos seres no tempo e espaço em relação às pessoas do discurso: quem fala (1ª pessoa) e com quem se fala (2ª pessoa), ou ainda de quem se fala (3ª pessoa). Neste último caso, o pronome é aquele (aquela, aquilo).

Vejamos: 1ª pessoa: este, esta, isto; 2ª pessoa: esse, essa, isso e 3ª pessoa: aquele, aquela, aquilo.

a) Esteesta isto são usados para objetos que estão próximos do falante. Em relação ao tempo, é usado no presente.

Exemplos: Este brinco na minha orelha é meu.
Este mês vou comprar um sapato novo.
Isto aqui na minha mão é de comer?

b) Esseessaisso são usados para objetos que estão próximos da pessoa com quem se fala, ou seja, da 2ª pessoa (tu, você). Em relação ao tempo é usado no passado ou futuro.

Exemplos: Quando comprou esse brinco que está na sua orelha?
Esse mês vai ser de muita prosperidade!
Isso que você pegou na geladeira é de comer?
Quando ficar com dúvida a respeito do uso de “esse” ou “este” lembre-se: “este” (próximo a mim, presente) e “esse” (distante de mim, passado e futuro).

Profa. Tathiane Romanelo
Licenciada em Letras
Revisora de Textos
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Obrigado eu ou Obrigado você?


Não diga “obrigado você”, mas sim “obrigado eu” ou “não há de quê”, “de nada”.


O “obrigado (a)”, que se revela como a mais recorrente forma de agradecimento que norteia as nossas relações interpessoais, é constantemente alvo de questionamentos acerca das suas marcas linguísticas. Assim, diante de tal circunstância, trazemos para você, caro (a) usuário (a), algumas elucidações para sanar esse imbatível entrave, a começar pelas flexões da forma “obrigado”.

Por se tratar de um adjetivo, ele é passível de mudanças no quesito gênero, ou seja, o emissor diz obrigado; e a emissora diz obrigada. E quanto à flexão de número? Será esta palavra também passível de tal mudança? Sim, por que não? Veja: Obrigadas e obrigados foram ditos simultaneamente por aquele grupo de pessoas (em se tratando de homens e mulheres).

Analisados esses pressupostos, partamos agora para aquela que, possivelmente, apresenta-se como a mais crucial das dúvidas: considere dois interlocutores, evidenciados por um que agradece e outro que responde ao agradecimento. Quando alguém diz “obrigado”, tal enunciação se refere à ideia de que quem a profere se sente na obrigação para com a pessoa à qual faz o agradecimento. Mas... como deve ser a resposta dada ao agradecimento ora em questão? Obrigado eu ou obrigado você?

Perceba que se o interlocutor disser: “obrigado você”, soa como uma forma descortês, visto que a pessoa que faz o agradecimento é que se torna obrigada a algo. Dessa forma, opte por descartar essa possibilidade, sim?

Agora, se a situação fizer referência a um “obrigado eu”, aí sim, quem está respondendo ao agradecimento se sente como se tivesse, também, uma obrigação para com a outra pessoa. Se ainda assim tal posicionamento lhe parecer assim, digamos... estranho, opte por dizer apenas:


“Por nada”, “Não há de quê”, “Eu que agradeço”, “De nada”.


Fontehttp://www.portugues.com.br/gramatica/ortografia/obrigado-eu-ou-obrigado-voce.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter. por: Vânia Maria do Nascimento Duarte.
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Dúvidas lexicais


Ao fazermos referência às dúvidas lexicais, não estamos diante de nenhum fato inusitado, haja vista que elas tendem a nos acompanhar, mesmo porque não é sempre que temos conosco um dicionário.
Em face dessa realidade, sobretudo em razão de tais dúvidas estarem relacionadas à semântica que determinadas palavras apresentam – ocorrência que irá “desaguar” nas questões ortográficas –, passemos a estabelecer familiaridade com exemplos que ilustram o caso em questão:

A favor / Em favor...
Dependendo do contexto em que se encontrarem inseridas, sobretudo do termo que as anteceder, ambas as expressões são consideradas corretas, tais como em: 
Toda aquela torcida se manifestou em favor da tão conquistada vitória.
Manteve-se neutro durante a reunião, não se mostrando nem contra nem a favor.

A tempo / Em tempo...
Semelhantemente ao caso anterior, as expressões em discussão são consideradas adequadas mediante o padrão formal da linguagem. No entanto, a mais usual se revela pela expressão “a tempo”.
Como exemplo, citamos: 
Como percebeu que não ia chegar a tempo, resolveu avisar.

Diuturno / Diurno...
Diuturno denota aquele trabalho realizado de forma contínua, ou seja, de longa duração.
Observe: 
Diuturnamente realiza trabalhos com entidades carentes.
Diurno diz respeito àquele trabalho realizado durante o dia.
Veja: 
O expediente de trabalho daqueles operários é diurno.

A pé / De pé / Em pé...
A pé se revela pelo sentido de se deslocar de um local para outro, sem qualquer tipo de veículo.

Note: 

Ele sempre vai a pé.
No sentido de continuar, manter-se, usamos a expressão de pé. Constate:
Ainda está de pé nossa decisão? 
Em pé consiste no ato de se encontrar ereto sobre os próprios pés. Observe:
Sempre de pé observava quem se aproximava do local. 

Por: Vânia Maria do Nascimento Duarte
Fonte: http://www.portugues.com.br/gramatica/ortografia/duvidas-lexicais.html
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Dicas de Português

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas...

 
Qual o sujeito do verbo ouvir, que consta do primeiro verso do Hino Nacional?
Nos versos do Hino Nacional ocorre uma inversão extraordinária:
"Ouviram do Ipiranga as margens plácidas / de um povo heróico o brado retumbante" em ordem direta fica da seguinte maneira:
As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico.


Analisando-se sintaticamente essa oração:
Sujeito: Quem é que ouviu?
Resposta: As margens plácidas do Ipiranga; sujeito simples, pois apresenta um só núcleo: margens.
Verbo transitivo direto: ouviu, pois quem ouve, ouve algo/alguém.
Objeto direto: o brado retumbante de um povo heróico, pois as margens ouviram o quê? Resposta: o brado retumbante....


Fonte: http://dilsoncatarino.blogspot.com/2008/06/terceiro-maxi-cuiab.html
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Normalização ou Normatização

Muitas pessoas têm dúvidas quanto à utilização dessas palavras, acreditando que um ou outro termo não existe, considerando somente um deles como correto. Essa é a dúvida do leitor Carlos Caprara, que nos enviou uma carta discutindo o assunto. Na verdade, a língua portuguesa permite o registro das duas formas, normalização e normatização, embora normatização não conste do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa.

Na Língua Especializada (que abriga a terminologia da área tecnológica) adotam-se, para a formação de termos técnicos, os critérios estabelecidos na norma ISO 704. A ABNT* também adota esses mesmos princípios. O termo normalização está em plena conformidade com esses critérios e seu uso está consagrado há 50 anos. Além disso, o conceito (ou significado, para os que se ocupam com a língua geral), quando bem definido, pode nortear o processo de formação de um termo de qualquer língua especializada, como é o caso de normalização.

O professor Sérgio Nogueira Duarte escreveu na "Coluna Viva", no Jornal do Brasil de 8 de fevereiro de 1998: "Sobre normatizar, existem muitas dúvidas. A maioria das empresas brasileiras usa o verbo com o sentido de criar normas, estabelecer padrões. Entretanto, muitas organizações preferem o verbo normalizar (originalmente significa tornar normal). Provavelmente o normatizar foi criado para evitar confusões. Muita gente gostou, o verbo se propagou e o Aurélio registrou. Para quem quiser usar o verbo normatizar, já existe o respaldo no dicionário. Você decide."
Ou seja, normalização é uma palavra que vem do verbo normalizar, sendo que normatizar/normatização são termos que surgiram pelo senso comum. Em consulta a vários dicionários da língua portuguesa, verificamos que o único que inclui o termo normatizar é justamente a última edição do Aurélio. Nas edições anteriores, o termo não constava.
A ABNT utiliza e define normalização como "a atividade que visa a elaboração de Normas Técnicas, através de consenso entre produtores, consumidores e entidades governamentais" (Conheça a ABNT - RJ, ABNT, 1994).
A CNI - Confederação Nacional da Indústria utiliza e define normalização como "o processo de estabelecer e aplicar regras a fim de abordar ordenadamente uma atividade específica, para o benefício e com a participação de todos os interessados, e em particular de promover a otimização da economia levando em consideração as condições funcionais e as exigências de segurança". (CNI - Normas Técnicas - Conhecendo e Aplicando na Sua Empresa - RJ, CNI, Dampi, 1995).

Se você deseja saber mais sobre normalização, existem também alguns livros sobre o assunto:
Normalização e Confiabilidade - Notas de Aula, de Carlos Luiz Regazzi. Cefet.
As Vantagens Econômicas da Normalização. ABNT.
Objetivos e Princípios da Normalização. ABNT.
Treinamento Básico em Gestão da Qualidade: Programa de Extensão Tecnológico em Normalização e Qualidade Industrial. Inmetro.
Uma Visão da Normalização, de Franklin Cláudio Souto. Qualitymark.

*ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. Os princípios e métodos para formação e designação de um termo podem ser verificados na Norma ISO 704.

Viviane R. Pereira é técnica gráfica formada pela Theobaldo De Nigris, especialista em normalização da ABTG.

Fonte: http://www.abtg.org.br/index2.php?option=com_content&do_pdf=1&id=212